Sisfogo: UFLA e Ibama se unem para mudar a forma como o Brasil lida com o fogo

Uma nova plataforma nacional vai reunir, organizar e abrir dados sobre queimadas e
incêndios. E ela nasce aqui, na UFLA.
O fogo faz parte do Brasil. Faz parte do campo, do Cerrado, do manejo de pastagens. Mas também é uma ameaça: destrói florestas, lavouras, patrimônio e vidas.
A pergunta é simples: como saber o que está acontecendo, onde e por quê?
Hoje, a resposta está espalhada. Dados federais de um lado, estaduais de outro e
municipais em outro canto. Autorizações de queima em um sistema e registros de incêndio em outro.
Falta integração. Falta uma visão única. E é isso que começa a mudar.
Uma parceria de peso.
O Ibama, por meio do Prevfogo, e a Universidade Federal de Lavras firmaram um Termo de Execução Descentralizada, o TED nº 2/2025. O objetivo é desenvolver e implantar o
Sistema Nacional de Informações sobre Fogo, o Sisfogo.
Mas o que é o Sisfogo?
É o principal instrumento da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, criada pela Lei nº 14.944, de 2024.
Na prática, é uma plataforma digital, integrada, colaborativa e aberta.
Ela vai receber, organizar e disponibilizar informações sobre autorizações de queima,
registros de ocorrência de incêndios e Planos de Manejo Integrado do Fogo. Tudo em um só lugar, com dados de todo o país.
O que vem por aí?
O projeto prevê um portal nacional, pensado como o grande hub de informações sobre fogo no Brasil. Ele terá área pública e área restrita, acesso com login pelo gov.br, mapas
interativos e alertas.
Prevê também módulos específicos: um para gestão de queimadas autorizadas, outro para registro de ocorrências de incêndio, um CIMAN Virtual, para apoiar a coordenação entre instituições, e um painel de monitoramento.
E tem mais: APIs para conectar sistemas estaduais e municipais, um portal de dados
abertos, formação de usuários e apoio direto aos estados.
E o agro com isso?
Tudo.
O produtor rural que precisa de autorização para uma queima controlada. O brigadista que atua na linha de frente. O gestor público que decide onde investir. O pesquisador que estuda clima e uso do solo.
Todos ganham com informação confiável, padronizada e acessível. Menos burocracia. Mais transparência. Decisões melhores.
Isso é só o começo.
Este é o primeiro post de uma série sobre o Sisfogo aqui no blog.
Nos próximos textos, vamos mergulhar nos detalhes: os módulos, a tecnologia por trás, o papel dos estados e o impacto para quem vive e produz no campo.
Fique de olho. O fogo no Brasil vai começar a ser visto com outros olhos.



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