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Sisfogo: UFLA e Ibama se unem para mudar a forma como o Brasil lida com o fogo

Foto do escritor: Paula de Castro Nunes Santos Vilela
Paula de Castro Nunes Santos Vilela
8 de out.
2 min de leitura

Uma nova plataforma nacional vai reunir, organizar e abrir dados sobre queimadas e

incêndios. E ela nasce aqui, na UFLA.


O fogo faz parte do Brasil. Faz parte do campo, do Cerrado, do manejo de pastagens. Mas também é uma ameaça: destrói florestas, lavouras, patrimônio e vidas.

A pergunta é simples: como saber o que está acontecendo, onde e por quê?

Hoje, a resposta está espalhada. Dados federais de um lado, estaduais de outro e

municipais em outro canto. Autorizações de queima em um sistema e registros de incêndio em outro.

Falta integração. Falta uma visão única. E é isso que começa a mudar.

Uma parceria de peso.

O Ibama, por meio do Prevfogo, e a Universidade Federal de Lavras firmaram um Termo de Execução Descentralizada, o TED nº 2/2025. O objetivo é desenvolver e implantar o

Sistema Nacional de Informações sobre Fogo, o Sisfogo.

Mas o que é o Sisfogo?

É o principal instrumento da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, criada pela Lei nº 14.944, de 2024.

Na prática, é uma plataforma digital, integrada, colaborativa e aberta.

Ela vai receber, organizar e disponibilizar informações sobre autorizações de queima,

registros de ocorrência de incêndios e Planos de Manejo Integrado do Fogo. Tudo em um só lugar, com dados de todo o país.


O que vem por aí?

O projeto prevê um portal nacional, pensado como o grande hub de informações sobre fogo no Brasil. Ele terá área pública e área restrita, acesso com login pelo gov.br, mapas

interativos e alertas.

Prevê também módulos específicos: um para gestão de queimadas autorizadas, outro para registro de ocorrências de incêndio, um CIMAN Virtual, para apoiar a coordenação entre instituições, e um painel de monitoramento.

E tem mais: APIs para conectar sistemas estaduais e municipais, um portal de dados

abertos, formação de usuários e apoio direto aos estados.

E o agro com isso?

Tudo.

O produtor rural que precisa de autorização para uma queima controlada. O brigadista que atua na linha de frente. O gestor público que decide onde investir. O pesquisador que estuda clima e uso do solo.

Todos ganham com informação confiável, padronizada e acessível. Menos burocracia. Mais transparência. Decisões melhores.

Isso é só o começo.

Este é o primeiro post de uma série sobre o Sisfogo aqui no blog.

Nos próximos textos, vamos mergulhar nos detalhes: os módulos, a tecnologia por trás, o papel dos estados e o impacto para quem vive e produz no campo.

Fique de olho. O fogo no Brasil vai começar a ser visto com outros olhos.

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Os conteúdos dos textos publicados neste blog refletem exclusivamente a opinião dos autores e não representam, necessariamente, as opiniões do Centro de Estudos em Mercado e Tecnologias no Agronegócio da Universidade Federal de Lavras (AGRITECH UFLA), da Universidade Federal de Lavras (UFLA) ou das agências de fomento que financiam as pesquisas do AGRITECH UFLA.

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